Luanda

Questões Frequentes (FAQs)

21-22 de Maio

Informações Úteis

(FAQs)

Para garantir que todos os participantes e interessados tenham acesso imediato à informação, o portal disponibiliza uma secção de FAQs completa. Esta rubrica responde a dúvidas fundamentais sobre a natureza do Fórum, destacando que este é o culminar de um processo preparatório iniciado em Setembro de 2025 para responder aos desafios atuais de África.

O II Fórum Internacional da Mulher para a Paz e Democracia é uma plataforma estratégica de alto nível que reúne lideranças femininas, chefes de Estado, decisores políticos e organizações da sociedade civil de todo o continente africano e do mundo. Realizado em Luanda, este evento serve como um espaço de concertação para discutir e implementar soluções que coloquem a mulher no centro da governação e da resolução de conflitos. O Fórum é parte integrante da Bienal de Luanda e reflecte o compromisso de Angola com a promoção de uma cultura de paz sustentável.

Nesta edição de 2026, o evento assume um papel ainda mais pragmático, funcionando como um catalisador para a Agenda 2063 da União Africana. O objectivo não é apenas debater teorias, mas sim consolidar uma agenda de acção que responda aos desafios actuais de segurança, economia e direitos humanos, sob o lema de transformar o continente através do empoderamento feminino na liderança.

O foco central desta segunda edição é a mobilização para a Ratificação Universal da AUCEVAWG (Convenção da União Africana para a Erradicação da Violência contra as Mulheres e Meninas). O Fórum pretende que este instrumento jurídico seja adoptado massivamente pelos Estados-membros, garantindo que a protecção das mulheres deixe de ser uma intenção política e passe a ser um imperactivo legal em todo o território africano.

Além da vertente legislativa, o evento foca no intercâmbio de boas práticas sobre o empoderamento feminino em cargos de decisão e na criação de redes de mediação de conflitos. Queremos assegurar que a "Paz com Rosto de Mulher" seja traduzida em políticas públicas eficazes, inclusão financeira e mecanismos de protecção para as populações mais vulneráveis em zonas de instabilidade.

Angola tem-se afirmado como um mediador chave e um pilar de estabilidade na região da SADC e da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL). O prestígio internacional de S.E. João Lourenço, como Campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação em África, torna a capital angolana o palco natural e legítimo para liderar estas discussões de impacto continental.

A escolha de Luanda também sublinha o papel histórico da mulher angolana na construção da paz nacional. Ao acolher o Fórum, o país reafirma a sua posição como capital da diplomacia de género, oferecendo a sua experiência de reconciliação pós-conflito como um modelo de resiliência e democratização para outras nações africanas.

O programa conta com a participação de figuras proeminentes da diplomacia e do activismo, como a Embaixadora Liberata Mulamula (Enviada Especial da UA) e Anna Mutavati (ONU Mulheres), além de ministras e especialistas de países como Gana, Egito, Quénia e África do Sul. O painel de prelectores foi cuidadosamente seleccionado para garantir uma visão multissetorial, incluindo desde economistas de renome até líderes juvenis da rede AWLN.

O público-alvo é vasto e estratégico, abrangendo Chefes de Estado, diplomatas, parlamentares, líderes religiosos e académicos. No entanto, o Fórum reserva um espaço crucial para a sociedade civil e para as redes de juventude, garantindo que as decisões tomadas no topo da pirâmide política estejam conectadas com as realidades e aspirações das comunidades locais.

Embora o Fórum seja um evento presencial destinado a convidados institucionais e delegados, o portal oficial oferece uma experiência híbrida. As sessões de abertura, encerramento e os painéis principais serão transmitidos em direto através deste website e das redes sociais oficiais. Além disso, disponibilizamos um Dashboard de Compromisso onde o público pode acompanhar, em tempo real, o progresso das ratificações da Convenção AUCEVAWG.

Após o encerramento, todos os documentos oficiais, incluindo o Comunicado Final e os roteiros de acção, serão publicados na secção de "Imprensa" para consulta pública. O nosso objetivo é que o conhecimento gerado em Luanda seja disseminado por todo o continente, servindo de ferramenta de advocacia para mulheres e jovens líderes em todos os 54 Estados-membros da União Africana.