21-22 de Maio
A consolidação da democracia em Angola e em África coloca desafios monumentais à participação feminina. O principal é a quebra do teto de vidro nos órgãos de decisão política. Embora tenhamos avançado na representatividade parlamentar, o desafio é alcançar a paridade real em todos os níveis da administração pública e do sector privado.
A educação cívica e política das mulheres é outro pilar essencial. Para que a democracia seja vibrante, as mulheres devem não apenas votar, mas ser eleitas e ter voz ativa na elaboração de leis. Superar preconceitos culturais que ainda restringem a liderança feminina a certos sectores “sociais” é um imperativo para uma democracia madura.
O acesso à justiça digital e física representa um desafio prático de democratização. As mulheres angolanas precisam de mecanismos céleres que garantam a protecção dos seus direitos humanos e sucessórios. A democracia só é plena quando a justiça é acessível e sensível às necessidades específicas das vulnerabilidades femininas em contextos urbanos e rurais.
Enfrentamos também o desafio de combater a desinformação e a violência política nas redes sociais, que muitas vezes visam silenciar mulheres com aspirações de liderança. Criar um espaço digital democrático e seguro é fundamental para que as novas gerações de mulheres se sintam encorajadas a participar no debate público angolano.
Finalmente, o desafio da mulher para a democracia reside na ligação entre estabilidade política e bem-estar económico. Uma democracia sem inclusão financeira é frágil. Por isso, Angola foca-se em empoderar as mulheres através da literacia financeira e tecnológica, garantindo que elas sejam as arquitetas de um crescimento inclusivo que sustente as instituições democráticas do país.
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Transformar África empoderando mulheres na liderança para a paz em prol do crescimento inclusivo do continente.
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